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domingo, 22 de janeiro de 2012

Resumão da gestação ao parto



Resumo dos fatos ocorridos nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 2008

Estava difícil segurar a ansiedade para conhecer logo meu menininho. Na consulta de 36 para 37 semanas, a médica achou que meu líquido estava diminuindo.

Naquela quarta-feira, às 14h00min, com peso imenso na barriga sem dor, fui para o hospital Santa Marina. Fiquei toda animada, mas não foi ali que o meu bebê quis nascer após uma aventura na ambulância fui para o Hospital Metropolitano na Lapa.

Lá fiz o exame de cardiotocografia por uns 15 minutos. O exame mostrou algumas contrações, mas não trabalho de parto. A médica mostrou que o coração do bebê desacelerava um pouco nas contrações. Era uma obstetra que atendia muitas pacientes.

Eu até queria parto normal, mas no fundo não me importava muito, queria era que meu filho nascesse sem problemas, e de preferência logo.

Internei-me já era tarde a obstetra queria mesmo que eu esperasse mais uns dias para que eu tivesse realmente contrações que no caso não aconteceu.

Fiquei de observação na quinta-feira e quase que o obstetra que nem lembro o nome, graças a Deus me manda voltar para casa por incompetência médica, falta de amor a profissão.

Só fui preparada para a cesariana na sexta-feira umas 10hs. Fizeram a raspagem dos pêlos mais perto da barriga e limparam a superfície.

Na sala de operação, a anestesia peridural até que não foi tão ruim. É só um tranco desagradável, numa posição estranha. O anestesista era boazinha e me explicou tudo o que ia acontecer.

"Fique tranqüila, quando a anestesia pegar, vai parecer que você não está respirando, mas você está só não consegue sentir o movimento", ela disse. Foi verdade, mas logo me senti normal. As pernas formigavam até de um jeito gostoso e engraçado.

Só então meu marido pôde entrar. Ele ficou ao meu lado por pouco tempo depois quis ir ver de pertinho tudo o que aconteceu, que injustiça a mãe carrega o filho por nove meses e o pai vê primeiro. Vi um pouco pelo reflexo do refletor da mesa de operação. Fiquei surpresa com os trancos que os médicos precisaram dar, achava que o bebê era tirado devagarzinho, suavemente. O bumbum do meu bebê saiu “Esse literalmente nasceu com o bumbum virado pra lua”- disse o médico e todos na sala riram , e eu pensei: "Chora logo, filho!", com um nó na garganta, as lágrimas querendo sair mas ficaram emperradas. Disseram até que ele nasceu penteado que charme. Ele chorou só quando foi para a salinha que os bebês vão logo quando nasce, na verdade fiquei tão aflita quando não ouvi logo o choro dele parecia que ele não estava bem, mas graças a Deus que só foi imaginação e imaturidade (mamãe de primeira viagem).

O bebê fez cocô quando estava saindo da minha barriga imagine só se eu esperasse mais um pouco, fiquei meio brava de todo mundo estar lá olhando o bebê (inclusive o pai) e eu estar presa ali, longe, tentando ver alguma coisa. Eles trouxeram meu filho para eu dar uma olhada rápida, e meu primeiro reflexo foi notar como ele era idêntico ao papai, fora isso notei que ele estava com os pezinhos roxos e meio tortinhos me assustei na hora, mas disseram que iriam voltar ao normal que isso teria ocorrido pela falta de espaço na barriga também nasceu com um sinal na orelha direita (Herança da Bisavó Sonha) que eu achei um charme, que orelhinha pequenina tão linda.

Não nasceu muito grande, pesou 2,930 kg. Eu fiquei ali, sendo costurada. Foi muito estranho ver os médicos levantando minhas pernas, parecia a perna de outra pessoa.

Fui então para a sala de recuperação, fiquei lá umas duas horas até eu poder mover as pernas. Achei absolutamente injusto toda a família estar junta, observando o bebê e comemorando sua chegada, enquanto eu ficava lá sozinha. A sensação que tive era profunda solidão, era estar oca por dentro 'cruzes'.

Quando finalmente me levaram para o quarto, logo vi o vovô Ângelo babão chorando, pude conversar com a família. Ficamos eu, o meu amor, a vovó Lúcia, o vovô Ângelo e a madrinha babando pelo Gú era umas 17hs . Eu estava faminta não via a hora de comer pois tinha ficado muito tempo em jejum. O padrinho, o titio Vanderlei, a titia Lena, o primo Matheus e o titio Rafa foram no Sábado e o vovô Paulo a vovó Maria foram no Domingo. O papai que é o principal, a madrinha o vovô Ângelo foram todos os dias que fiquei por lá.
Ele não pegou o peito, mas a sensação mais incrível foi a primeira vez que trocamos olhares. Cabelo pretinho, xerox do pai!

No dia seguinte as enfermeiras vieram para me botar no banho. O efeito da anestesia já tinha passado totalmente, mas a sensação da cirurgia era estranha o banho foi ótimo e me senti bem melhor parecia zerada, engraçado me assustaram tanto falando que o parto casaria era um bicho de sete cabeças que na verdade eu não senti nadinha.

Primeiro dia depois do parto por conta da anestesia que senti dificuldade para fazer xixi morria de vontade, mas não saía! Precisei de barulhinho de água escorrendo e muita concentração, como criança que precisa fazer exame de urina.
O número 2 não rolou e me deram uma pasta preta chamado tamarindo isso me fez lembrar do Chaves, logo consegui e rapidinho.

Meu filho está aí, enorme e forte. Eu fiquei aqui, meio frustrada por não ter vivido a experiência do trabalho de parto, mas valeu a pena tudo que passei.
Mamãe de primeira viagem é o máximo viveria tudo de novo a mesma gravidez se fosse possível.



O meu pimpolho é tudo, é o meu amor incondicional e tudo o que nunca senti antes na pele.

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